quinta-feira, 27 de julho de 2017

Regulamento do Concurso de Poesias Varal Verde








PREFEITURA MUNICIPAL DE ITANHAÉM

Estância Balneária
Estado de São Paulo
Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente
Departamento de Meio Ambiente



Regulamento do Concurso de Poesias Varal Verde
CAPÍTULO I
Da realização
ARTIGO I - O Concurso de Poesias Varal Verde, será promovido pela Prefeitura Municipal de Itanhaém, por intermédio da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, através do Departamento de Meio Ambiente, em comemoração ao Dia Internacional da Literatura (08/09) e Dia da Árvore (21/09).
ARTIGO II - O Concurso de Poesias Varal Verde, tem como objetivos, incentivar a criatividade literária, incentivar o hábito da leitura e escrita, promover novos talentos literários, valorizar a arte poética, agregar a temática ambiental na construção de poesias, proporcionar um espaço de expressão poética, desenvolver as competências de reflexão e expressão por meio da palavra escrita sensibilizando para a co responsabilidade e pro atividade ambiental entre os participantes.
CAPÍTULO II
Do tema
ARTIGO III - O tema escolhido para esse Concurso será Árvore, as poesias deverão conter esse tema em sua construção, ou ser o titulo das obras.
CAPÍTULO III
Da participação
ARTIGO IV - O Concurso de será destinado ao público em geral, e estará dividido em 3 categorias:
  • Categoria Infantil – dos 08 aos 13 anos de idade;
  • Categoria Juvenil – dos 14 aos 18 anos de idade;
  • Categoria Adulto – acima de 18 anos de idade.
CAPÍTULO IV
Das inscrições de apresentações dos trabalhos
ARTIGO V - As inscrições serão realizadas gratuitamente, no período de 03 de Julho a 31 de Agosto de 2017, por meio de ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, conforme modelo constante do Anexo A deste regulamento, no Departamento de Meio Ambiente, setor de Educação Ambiental, no Paço Municipal e na sala de leitura Harry Forssell na CEMTECE.
Parágrafo único. Os candidatos menores de 18 (dezoito) anos deverão, no ato da inscrição, entregar autorização devidamente assinada pelos pais ou responsável.
ARTIGO VI -  Cada participante poderá apresentar somente 1 (uma) poesisa, em língua portuguesa, digitados em papel A4, utilizando apenas uma das faces da folha, na fonte Arial, tamanho 12 e espaçamento 1,5 linhas.
ARTIGO VII -  As poesias deverão ser inéditas, ou seja, que não tenham sido ainda publicados, sob qualquer forma, independente de sua finalidade.
ARTIGO VIII - Em cada poesia deverá constar apenas o título e o pseudônimo do (a) participante; deverá ser utilizado somente um pseudônimo por autor (a), evitando-se qualquer elemento que possa identificar o nome do participante, sob pena de desclassificação.
 ARTIGO IX -  No ato da inscrição os participantes deverão entregar, no local previsto do presente regulamento, a ficha de inscrição acompanhada da poesia, da seguinte forma:
 I – em um envelope tamanho ofício, a ficha de inscrição conforme modelo constante no Anexo A, devidamente preenchida, estando o exterior do envelope identificado apenas com o título da poesia e o pseudônimo do(a) participante; no mesmo envelope deverá também estar incluída, em caso de candidatos menores de 18(dezoito) anos, a autorização dos pais ou responsável, devidamente preenchida e assinada.
II – em envelope de tamanho A4, devidamente lacrado, a poesia em 3 vias, estando o exterior do envelope identificado apenas com o título da poesia, o pseudônimo do (a) participante e a categoria da participação, conforme definido no art. IV deste regulamento.
§ 1º Serão desclassificados os poesias que não atenderam as recomendações previstas no caput deste artigo, como aquelas entregues fora do prazo estipulado.
CAPÍTULO VI
Da organização, julgamento, classificação e divulgação
ARTIGO X -  A Comissão Organizadora será constituída por 03 (três) membros indicados pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente.
Parágrafo único. Caberá à Comissão Organizadora constituir a Comissão Julgadora, coordenar e divulgar o Concurso.
ARTIGO XI - A Comissão Julgadora 7 (sete) membros, sendo 2 (dois) indicados pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente,  1 (um) indicado pela Secretaria Municipal de Educação, 1 (um) indicado pelo Departamento de Cultura, 1  (um) indicado pelo COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, 01 representante de uma ONG Ambientalista, e 1 (um) representante da Academia de Letras de Itanhaém.
ARTIGO XII -  A Comissão Julgadora elegerá, entre todas as poesias inscritas, os 3 (três) melhores de cada categoria, considerando critérios de criatividade, originalidade, coesão e coerência temática.
Parágrafo único. As decisões da Comissão Julgadora serão soberanas, irrecorríveis e irrevogáveis, não cabendo nenhum recurso.
ARTIGO XII -  Os resultados serão divulgados no mês de setembro, através do site oficial da Prefeitura Municipal de Itanhaém, Boletim Oficial, e aos vencedores será dado conhecimento por meio de telefone ou mensagem eletrônica.
CAPÍTULO VII
Da premiação
 ARTIGO XIII - A premiação dos 3 (três) primeiros classificados de cada categoria será entregue em  cerimônia realizada no dia 21 de setembro/2017, onde as produções de todos os participantes estarão expostas,  no Paço Municipal em horário a ser definido.
Parágrafo único. Todos os participantes receberão um certificado de participação emitidos com a inscrição “Mérito de Participação”.
CAPÍTULO VI
Das disposições gerais
ARTIGOS XIV - Para a realização desse Concurso poderão ser firmadas parcerias com outras entidades, pessoas individuais ou coletivas, públicas ou privadas, desde que salvaguardados seus objetivos e o respectivo Regulamento.
 ARTIGOS XV – As poesias inscritas neste Concurso não serão devolvidas, não havendo, porém, cessão dos mesmos, ou seja, os direitos sobre as poesias continuarão com seus respectivos autores.
ARTIGO XVI - Fica vedada a participação de parentes consanguíneos ascendentes, descendentes e em linha colateral até 2º grau (pais, mães, filhos, filhas, avô, avó, netos, netas, irmã e irmãos) dos membros da Comissão Organizadora e da Comissão Julgadora do Concurso.
ARTIGO XVII - A inscrição neste Concurso implica na aceitação irrestrita, por parte do concorrente, de todos os itens deste Regulamento.
ARTIGO XVIII - Serão automaticamente excluídos os participantes que tentarem fraudar ou burlar as regras estabelecidas neste Regulamento.
 ARTIGO XIX - Os casos omissos ao presente Regulamento serão analisados e decididos pela Comissão Organizadora do Concurso.

Itanhaém, 21 de junho de 2017


quarta-feira, 26 de julho de 2017

A respeito dos Substantivos

Na página https://www.todamateria.com.br/substantivos/, há um material bem detalhado, de autoria de Daniela Diana, professora licenciada em Letras, sobre substantivos:

Substantivos são palavras que nomeiam seres, objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros.
Eles podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).

Tipos de Substantivos

Os substantivos são classificados em: comum, próprio, simples, composto, concreto, abstrato, primitivo, derivado e coletivo.

Substantivo Comum

Os substantivos comuns são as palavras que designam os seres da mesma espécie de forma genérica, por exemplo, pessoa, gente, país.

Substantivo Próprio

Os substantivo próprios, grafados em letra maiúscula, são palavras que particularizam seres, entidades, países, cidades, estados da mesma espécie, por exemplo, Brasil, São Paulo, Maria.

Substantivo Simples

Os substantivos simples são formados por apenas uma palavra, por exemplo, casa, carro, camiseta.

Substantivo Composto

O substantivo composto é formado por mais de uma palavra, por exemplo, guarda-chuva, guarda-roupa.

Substantivo Concreto

O substantivo concreto designa as palavras reais, concretas, por exemplo, menina, homem.

Substantivo Abstrato

O substantivo abstrato é aquele que está relacionado aos sentimentos, estados, qualidades e ações, por exemplo, beleza, alegria.

Substantivo Primitivo

Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica, são aqueles que não derivam de outras palavras, por exemplo, casa, folha.

Substantivo Derivado

O substantivos derivados são aquelas palavras que derivam de outras, por exemplo, casarão (derivado de casa) e folhagem (derivado de folha).

Substantivo Coletivo

O substantivo coletivo é aquele que se refere a um conjunto de seres, por exemplo, flora (conjunto de flores), álbum (conjunto de fotos).

Gênero dos Substantivos

De acordo com o gênero (feminino e masculino) das palavras substantivas, elas são classificadas em:
  • Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma para o masculino e outra para o feminino, por exemplo, professor e professora; amigo e amiga.
  • Substantivos Uniformes: somente um termo especifica os dois gêneros (masculino e feminino), sendo classificados em:
    • Epicenos: palavra que apresenta somente um gênero e refere-se aos animais, por exemplo, foca (macho ou fêmea).
    • Sobrecomum: palavra que apresenta somente um gênero e refere-se às pessoas, por exemplo, criança (masculino e feminino).
    • Comum de dois gêneros: termo que se refere aos dois gêneros (masculino e feminino), identificado por meio do artigo que o acompanha, por exemplo, "o artista" e "a artista".
Saiba mais sobre as Flexões de Gênero dos Substantivos.
Fique Atento!
  • Quanto ao gênero, os substantivos de origem grega terminados em "ema" e "oma" são masculinos, por exemplo, teorema, poema.
  • Há os substantivos chamados de "gênero duvidoso ou incerto", ou seja, aqueles utilizados para os dois gêneros sem alteração do significado, por exemplo, o personagem e a personagem.
  • Existem alguns substantivos que variando de gênero, mudam seu significado, por exemplo, "o cabeça" (líder), "a cabeça" (parte do corpo humano).

Número dos Substantivos

De acordo com o número do substantivo, eles são classificados em:
  • Singular: palavra que designa uma única coisa, pessoa ou um grupo, por exemplo: bola, mulher.
  • Plural: palavra que designa várias coisas, pessoas ou grupos, por exemplo: bolas, mulheres.
Complemente sua pesquisa com a leitura dos artigos: Flexões de Número dos Substantivos e Plural dos Substantivos Compostos.

Grau dos Substantivos

De acordo com o grau dos substantivos, eles são classificados em aumentativo e diminutivo:

Aumentativo

Palavra que indica o aumento do tamanho de algum ser ou alguma coisa. Divide-se em:
  • Analítico: substantivo acompanhado de um adjetivo que indica grandeza, por exemplo, casa grande.
  • Sintético: substantivo com acréscimo de um sufixo indicador de aumento, por exemplo, casarão.

Diminutivo

Palavra que indica a diminuição do tamanho de algum ser ou alguma coisa. Divide-se em:
  • Analítico: substantivo acompanhado de um adjetivo que indica pequenez, por exemplo, casa pequena.
  • Sintético: substantivo com acréscimo de um sufixo indicador de diminuição, por exemplo, casinha.

Relação entre Adjetivos e Substantivos

Os adjetivos correspondem à classe de palavras que indicam qualidades e estados aos substantivos, por exemplo, casa bonita. Aqui, o termo "bonita" atribui uma qualidade ao substantivo "casa".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os meninos morenos (trecho para sala de aula)



Os meninos morenos

Uma das recordações mais felizes da minha infância é a da sinfonia dos melros nas palmeiras. A gente chegava muito cedo para a primeira aula do Grupo Escolar que ficava na praça que era cercada de altas palmeiras.
Pois é: minha terra tinha palmeiras onde, em vez de sabiá, cantava o melro. E, como a gente chegava muito cedo para a aula, os melros ainda estavam cantando sua canção matinal. Era como se estivessem saudando os meninos morenos, que também chegavam em bando para a escola.
Jarinho chegava para brincar com a gente e vinha com o melro no ombro. Se a brincadeira era contar história, brincar de gata-parida, berlinda, mamãe-eu-posso-ir ou qualquer outra que não implicasse em correr, o melro ficava ali, no ombro do Jarinho. Se, porém, a gente tinha que correr, se a brincadeira era de pique, de pular-carniça, soltar papagaio, jogar precipício, cobra-caninana, esconde-esconde ou mãos-ao-ar – que, em outras cidades se chamava bandido e mocinho – o Jarinho botava o melro no galho de uma árvore ou no umbral de uma janela e dizia: “Fica aí, que eu já volto”. E o melro ficava esperando seu dono voltar da brincadeira. A professora pedia ao Jarinho pra não levar o melro para a escola pra não tumultuar as aulas. O Jarinho ficava muito triste de deixar seu amigo em casa.
Era agosto, mês das queimadas e das ventanias. Às vezes, a caminho da escola, na manhã ainda fria, a gente não enxergava um palmo adiante do nariz, vivendo como se estivesse dentro de um “fog” londrino. Era a névoa seca das queimadas. Os olhos ficavam vermelhos e voltávamos da escola com a poeira de cinzas assentadinha nas dobras da camisa branca do uniforme. Quando não ventava muito, a gente podia ver um raminho de samambaia cinzenta vindo voando em nossa direção, levemente, como uma pena de ave flutuando no espaço. O raminho de samambaia tocava nossa roupa e se desfazia em cinzas. Eram as matas do rio Doce sendo dizimadas pelas queimadas dos derrubadores. Foi num mês de agosto, no dia seguinte de uma grande ventania, que o Jarinho não apareceu na escola.
Na semana que se seguiu àquele dia, não só o Jarinho, mas todos os meninos da rua não fizeram outra coisa senão procurar o melro do Jarinho.
Ele o havia deixado num galho de árvore para fazer uma coisa qualquer (que era melhor fazer sem seu amigo). Foi quando começou o furacão. Foi de repente, eu me lembro.
Nunca havia ventado tanto na minha cidade. As pessoas se agarravam nos postes para não serem arrastadas, telhas voaram pelos ares, casebres ficaram sem teto, folhas das palmeiras imperiais da praça se desprenderam, voando a grandes alturas, ameaçadoras.
Todos os meninos da rua só faltaram morrer de tristeza, o Jarinho ficou de cama e não me lembro mais de voltar a vê-lo imitar seus passarinhos. Minha mãe, que era uma sábia, tentou explicar para os meninos da rua que era bom a gente prestar bastante atenção nas coisas boas, enquanto elas duram.
Muitos e muitos anos depois – agora, recentemente – reencontrei o Jarinho. Era um senhor gordinho com os cabelos – muito poucos – completamente brancos e os olhos pequenos mais sumidos do que nunca [...]. Perguntei-lhe se se lembrava, com a mesma intensidade que eu, dos velhos tempos da rua de nossa infância. E falei do melro no seu ombro e ele me disse: “Não me esqueço nunca. Ainda hoje, tantos anos depois, acordo no meio da noite e, dentro do meu quarto, escuto o meu melro cantando direitinho como se estivesse ali”. Que bom! Jarinho acredita que existe fantasma de passarinho.

Ziraldo. Os meninos morenos (trecho). São Paulo: Melhoramentos, 2004, p. 45-48.